fbpx

Despesa em investigação nas empresas ultrapassa despesa pública pela primeira vez desde 2012.

Investimento em investigação e desenvolvimento (I&D) em Portugal foi de 2563 milhões de euros em 2017, atingindo 1,33% do PIB,”reforçando a tendência de crescimento verificada em 2016 e confirmando o processo de convergência com a UE”, revela a Direção-geral de Estatísticas de Educação e Ciência.

O Inquérito ao Potencial Científico e Tecnológico Nacional de 2017 conclui que o investimento foi mais expressivo nas empresas, porque aumentou 12% e superou o investimento público pela primeira vez desde 2012, representando mais de metade da despesa nacional em I&D (52%).

“O aumento da despesa privada reflete o crescimento do emprego qualificado nas empresas e o esforço privado para acompanhar o desenvolvimento científico e a capacidade tecnológica instalada em Portugal”, afirma um comunicado do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES).

REFORÇO DA CONVERGÊNCIA COM A UNIÃO EUROPEIA
O MCTES sublinha também que o aumento global do investimento em I&D é o resultado “da prioridade política ao desenvolvimento científico e tecnológico” do Governo e “da tendência expressa no Programa Nacional de Reformas quanto à retoma do processo de convergência com a UE”, onde o investimento atinge uma média de 2 % do PIB.

Portugal nunca alcançou este valor, embora antes da crise tenha ultrapassado 1,5% do PIB. Em 2015 a despesa na ciência e tecnologia caiu para o seu valor mais baixo, apenas 1,24% da riqueza nacional.

O número de cientistas na população ativa portuguesa também cresceu de oito para 8,5 por mil trabalhadores, tendo totalizado 44.322 cientistas medidos em termos de equivalente a tempo integral de trabalho (ETI). Foram assim mais 3000 investigadores do que os registados em 2016, um crescimento global de 7,1%. O Ensino Superior empregou 62% dos cientistas e o setor privado 34%, embora nas empresas o crescimento em 2017 tenha atingido 11%.

A lista das 100 empresas que mais investiram em I&D é liderada pelo Grupo Altice Portugal, seguido da NOS, Bial, BCP, Hovione Farmacêutica, BPI, Coriant Portugal, CEIIA-Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produtos, Grupo Super Bock e Nokia Solutions and Networks Portugal.

Fonte: Expresso. sapo.pt
Virgílio Azevedo

Deixe uma resposta